quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aos poucos vou postando as mais de mil peças que ja fiz

Tudo na minha casa é artesanal, desde  enfeites utilidades e alimentos,   pimentas, doces, pães tudo  até licores e vinhos
Cestas  que ainda estão inacabadas  como estas floreiras

Porta DVDs  assim como o Banquinho

ENCONTRO DE ARTESÃS DO TATUAPÉ TRAZ NOVIDADES PARA O NATAL 2010

Há cinco anos, um grupo de 15 senhoras entre 40 e 92 anos, reúnem-se todas as 5ª feiras para um chá de confraternização afim de trocarem idéias sobre novos modelos de artesanato.

As verdadeiras obras primas que as artistas produziram este ano, estarão expostas à venda num Bazar que será realizado no novo espaço de eventos do Tatuapé. Bijuterias, tricô, petwork, quadros, e muitos outras criações prometem ser referência em presentes originais para as festas de fim de ano.

Parte da renda será revertida em benefício da entidade assistencial – Bezerra de Menezes.

O Bazar será na Rua Maria Eleonora, 140, Travessa da Rua Tuiuti, nas proximidades da Igreja Cristo Rei e do Parque Piqueri – dias 11 e 12 de dezembro, das 9 às 17h.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas com Marjô
Fone 2296-6038

Made in Ocoy. Artesanato indígena faz sucesso na Suíça

 
Made in Ocoy. Artesanato indígena faz sucesso na Suíça
Os rostos são tímidos, mas as mãos são ligeiras. Elas torcem o bambu, esculpem a madeira, tecem a palha; movimentos que formam produtos e auto-estima. São bolsas de palha, colares de sementes, réplicas de animais e outras dezenas de peças de artesanato produzidos pelas índias da comunidade Tekoha Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, a 35 quilômetros de Foz do Iguaçu. O que se resumia a traços da cultura indígena agora faz sucesso também na Europa.
    


Josefina e Fátima. Renda do artesanato reforça o orçamento doméstico.
   
De artesãs, essas mulheres viraram pequenas empresárias. Na semana passada, elas exportaram para a Suíça duas mil peças de artesanato. Um negócio intermediado pela Gebana, empresa suíça com sede no Brasil, que potencializa produtos de cooperativas e os vende na internet – tem também um estande no Parque Nacional do Iguaçu. Na Feira Vida Orgânica, em junho, os presidentes da Gebana no Brasil e na Suíça fecharam a parceria.
  


Nas oficinas, as artesãs aprendem a disciplinar o artesanato. As peças que antes eram vendidas em feiras, eventos e nas margens da BR-277, agora chegam a Europa.
          
O dinheiro chegou nesta segunda-feira. Cada artesão e artesã buscou sua parte no Centro de Nutrição e Artesanato da comunidade. Um reforço e tanto para a família de Josefina, de 36 anos de idade e quatro filhos para criar. As mãos rápidas lhe renderam R$ 1.100 na venda para os europeus. “Vou levar o dinheiro para a casa e comprar a comida para as crianças”, disse em sua voz tímida.
              


O Centro de Nutrição e Artesanato, construido na comunidade, organiza o artesanato e cuida da saúde das crianças.
         
Para elas, é um grande reforço financeiro no final do mês. Ou mais que isso. As índias descobriram no artesanato um novo padrão de vida e comportamento. Elas tornaram-se independentes financeiramente e, em muito casos, são essas mulheres que comandam e organizam o orçamento da família.
     


Homens e mulheres. Trabalho é dividido igualmente entre todos.
         
“As mulheres sempre tiveram um papel importante na família, mas elas nunca aparecem”, disse a gerente da Divisão de Ação Ambiental de Itaipu, Marlene Ortis. “Faz parte da cultura deles o homem aparecer e a mulher ficar nos bastidores”. Marlene acredita que, aos poucos, as mulheres começam a dar as caras e mostrar personalidade. Entre os artesãos, 70% são mulheres.
      
Cultura e renda
    
Os artesãos e artesãs do Ocoy aprenderam a técnica em oficinas ministradas em parceria pelo Senai e Itaipu. A capacitação começou a ser feita em 2007, e agora o produto já chega à Europa. “A comunidade do Ocoy é muito pequena, não tem espaço para plantar e vender”, explicou o coordenador do Programa de Sustentabilidade Indígena de Itaipu, João Carlos Bernardes. “A saída foi investir no artesanato”.

Associação de Artesãos de Apiaí recebe capacitação avançada ministrada pelo Sebrae-SP

Com a proposta de criar uma comunicação visual para o artesanato produzido em Apiaí, o Sebrae-SP no Sudoeste Paulista realizará um trabalho, por meio de consultorias tecnológicas, com um grupo de artesãs do município. A ação faz parte de um programa que conta com a parceria da Associação de Artesãos de Apiaí “Custódia de Jesus da Cruz”, Sebrae-SP, Instituto Camargo Corrêa e a Camargo Corrêa Cimentos, Instituto Meio e Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Meio Ambiente.  




As consultorias tecnológicas serão aplicadas durante os meses de janeiro e fevereiro, por meio de profissionais especializados do Instituto Meio. O objetivo é incentivar os pequenos negócios e seus empreendedores no aprimoramento, racionalização, otimização, melhoria da qualidade e produtividade e no desenvolvimento de seus produtos, serviços e/ou processos produtivos, elevando seu patamar mercadológico.
   

Segundo a analista do Sebrae-SP, Eveline Falcin Santos, o trabalho será realizado com um grupo de 19 mulheres que integram a Associação situada no Encapoeirado. O trabalho tem como meta criar uma marca e uma comunicação visual mais adequada à apresentação e comercialização dos produtos artesanais do grupo, viabilizando acesso a feiras e eventos para exposição e comercialização da cerâmica de Apiaí.   
 



As consultorias tecnológicas e as orientações, de acordo com o gerente do Sebrae-SP, Marcos Manaf, contribuirão  na melhoria dos produtos, na apresentação dos mesmos, na formatação de uma comunicação visual, como a logomarca própria, catálogos dos produtos, prospectos, entre outras formas de comunicação a serem utilizadas e direcionadas aos consumidores de outras cidades e regiões, de modo a estimular a compra do artesanato regional. “Esse trabalho é importante para o resgate e manutenção das tradições regionais, de forma que a riqueza cultural local seja perpetuada e transmitida de forma organizada, bem como sustentável”, avalia.

Arte e Associativismo
A Associação dos Artesãos de Apiaí “Custódia de Jesus da Cruz” nasceu há cinco anos como um programa de capacitação da Secretaria do Emprego e do Trabalho do Estado de São Paulo. A maioria das mulheres, que trabalhavam na lavoura, fizeram o curso de cerâmica ministrado por artesãs tradicionais do município. No total, foram 160 horas/aula, tendo como conteúdo  cooperativismo, associativismo, cidadania, ética e planejamento.
A partir do curso, as mulheres começaram a transformar barro em arte, na produção de peças em cerâmica, com a mesma técnica utilizada por grupos indígenas. Hoje a associação conta com sede própria, localizada na Praça São Sebastião, no Distrito de Encapoeirado. A comercialização do artesanato em cerâmica é feita em feiras e eventos regionais.

Refugiadas se tornam artesãs profissionais no Brasil


 
Solicitante de asilo africana faz aula de corte e costura em abrigo de São Paulo. © ACNUR/ C.Montenegro
SÃO PAULO, Brasil, 1 de dezembro (ACNUR) - Agulha e linha. Muita criatividade, incentivo e diálogo. É com estas ferramentas que um grupo de jovens refugiadas está reconstruindo seu futuro em São Paulo, uma das maiores cidades do Brasil. Todas as terças e quintas-feiras, elas se reúnem para as aulas de artesanato no pequeno ateliê da Casa de Acolhida Nossa Senhora Aparecida, onde residem provisoriamente quando chegam ao país. 
As bolsas e roupas produzidas são vendidas em bazares e na própria casa, durante eventos abertos ao público e amigos nos fins de semana. A idéia é promover geração de renda e autonomia às refugiadas, como forma de garantir a integração sustentável no Brasil. “Já estou costurando roupas e usando retalhos para fazer bolsas de pano”, conta a solicitante de refúgio Foziya Yimer, em pausado e claro português. 
Ela chegou da Etiópia há seis anos, trazida para trabalhar na casa de um libanês. Foram seis anos de trabalho, sem nenhuma remuneração. “Ele escondeu meu passaporte, só consegui fugir de lá ano passado. Conheci um padre que conversou com este homem e conseguiu reaver meu passaporte. Agora estou pedindo refúgio”. Foziya aprendeu rápido o idioma português e se encantou pelo artesanato brasileiro.
 “Ainda que no início o trabalho gere apenas um complemento à renda, aos poucos queremos aumentar as vendas para que o lucro seja revertido para as meninas”, afirma Mary Mendonça, educadora do projeto. As primeiras peças especiais para as vendas de fim do ano já estão prontas: são aventais, porta-garrafas e porta-panetones com motivos natalinos. “Para 2011 vamos ampliar nosso ateliê e expôr os trabalhos de artesanato em uma vitrine na frente da casa. Pretendemos tornar a produção lucrativa para que as meninas possam também se sustentar com esta renda e garantir sua auto-suficiência”, diz. 
Hoje, moram na Casa de Acolhida 29 mulheres, sendo 16 refugiadas. A maioria é de origem africana, vindas da República Democrática do Congo, Eritréia e Etiópia. Em três anos de funcionamento, a casa já acolheu jovens de quase 70 nacionalidades. Um mosaico que ilustra a realidade do refúgio no Brasil, onde vivem 4.183 refugiados, de 76 países diferentes, segundo dados do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE).
Segundo a professora de arte Luzinete Felintro, o tempo de aprendizado nas oficinas oferecidas pela Casa de Acolhida varia muito de acordo com o interesse de cada pessoa. “Muito depende do esforço e da habilidade de cada uma das meninas. A maioria gosta muito de se envolver com artes, danças e cultura como forma de reafirmar sua identidade”, explica.
Entre as jovens em aula há refugiadas que falam inglês, francês e espanhol, além de dialetos africanos. “Mas por mais incrível que pareça, o idioma nunca é um problema. É o que menos conta. O mais importante é a acolhida”, afirma Luzinete. Segundo ela, a comunicação entre as jovens e os professores pode até acontecer no início por mímica ou com ajuda de outras refugiadas intérpretes.
As mulheres que recebem abrigo podem trazer seus filhos para morar junto e dividem as tarefas de limpeza e cozinha da casa. Cada uma lava sua própria roupa e cuida do seu quarto e todas se revezam para cozinhar. Quando as jovens refugiadas conseguem garantir renda própria e podem pagar seu próprio aluguel elas estão prontas para deixar a casa. Em média, a estadia dura de três a seis meses.
“A geração de renda é um passo fundamental para a auto-suficiência e a integração dos refugiados no país de acolhida. A inclusão das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo, merece atenção especial”, destaca Eva Demant, Representante interina do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Brasil.
Até 2006, o casarão centenário no centro de São Paulo onde vivem as refugiadas abrigava um pensionato para jovens. A proposta de transformar o local em uma casa de acolhida para refugiadas e estrangeiras egressas do sistema penitenciário partiu da coordenadora da Casa de Acolhida Maria Vitória de Paiva, que trabalha com a defesa dos direitos das mulheres, e foi aceita pela congregação de São Vicente Pallotti, proprietária do local. 
O abrigo possui lavanderia, capela, sala de internet e espaço para oficinas de artesanato, aulas de dança, corte e costura, terapia comunitária e atendimento psicológico para assistir as refugiadas. O espaço é o único de São Paulo que fornece este tipo de acolhida para mulheres refugiadas, é mantido pela congregação e recebe doações da comunidade. A maioria chega por indicação da Cáritas Arquidiocesana, parceira do ACNUR na assistência de solicitantes de refúgio e refugiados na cidade de São Paulo. 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O que é Artesanato

História
Loja de artesanato urbano, no Porto, em Portugal.
Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.C.) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozer alimentos, e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no Brasil no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição nordestina que viveram no sudeste do Piauí em 6.000 a.C.
Historicamente, o artesão, responde por todo o processo de transformação da matéria-prima em produto acabado. Mas antes da fase de transformação o artesão é responsável pela seleção da matéria-prima a ser utilizada e pela concepção, ou projeto do produto a ser executado.
A partir do século XI, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este oferecia, em troca de mão-de-obra barata e fiel, conhecimento, vestimentas e comida. Criaram-se as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade ou região formavam a fim de defender seus interesses.

[editar] Revolução Industrial

Com a Revolução Industrial, teóricos do século XIX, como Karl Marx e John Ruskin, e artistas (ver: Romantismo) criticavam a desvalorização do artesanato pela mecanização. Os intelectuais da época consideravam que o artesão tinha uma maior liberdade, por possuir os meios de produção e pelo alto grau de satisfação e identificação com o produto.
Na tentativa de lidar com as contradições da Revolução Industrial, William Morris funda o grupo de Artes e Ofícios na segunda metade do século XIX, tentando valorizar o trabalho artesanal e se opondo à mecanização.

Fonte Wikipédia.